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Chapter 4 - Capítulo 3: Indo para Konoha e a Audiência com o Hokage

O amanhecer seguinte trouxe uma brisa fresca do mar, carregada com o sal e o som distante das ondas quebrando nas rochas. Kai Uzumaki, agora com quatro anos de idade física, mas uma mente afiada por memórias de outra vida e uma inteligência sobre-humana de 250 pontos, acordou antes que o sol despontasse completamente. A cabana simples, com suas paredes de madeira envelhecida e o cheiro persistente de peixe seco, parecia menor do que nunca. Ele havia passado a noite refletindo sobre o fragmento de Enkidu que agora carregava na bolsa marrom – uma corrente dourada fina, pulsando com uma energia divina que ele ainda não compreendia totalmente, mas que já havia integrado ao seu arsenal latente.

– Sentando-se na cama de palha, esfregando os olhos heterocromáticos – verde no direito, roxo no esquerdo –, Kai esticou os braços curtos. O cabelo ruivo espetado com mechas azuis caiu sobre a testa, e ele o afastou com impaciência. –

'Três anos e alguns meses até o nascimento de Naruto. O fim da Terceira Guerra Shinobi está próximo – escaramuças ainda ecoam, mas Konoha deve estar se recuperando. Eu não posso ficar aqui para sempre. Este vilarejo remoto perto de Uzushio é seguro, mas isolado. Se eu quiser mudar as coisas, preciso ir para o centro: Konoha.'

Ele odiava o destino que Naruto havia recebido na história original – órfão, odiado, sozinho, carregando a Kyuubi como uma maldição. Na vida passada, como um fã ávido de animes, Kai tinha uma paixonite platônica pelo loiro banhado pelo sol, admirando sua resiliência e energia. Mas aqui, nesse mundo real, as coisas eram complicadas. Ele era um parente distante de Kushina, o que tornava Naruto um primo em potencial. Incesto? Em um mundo ninja, clãs como os Hyuuga casavam internamente para preservar kekkei genkai, mas isso não o deixava confortável. E se esse universo fosse um Ômega verso? Deus – ou Morgan Freeman – não havia especificado. Nada sobre alphas, betas, ômegas, feromônios ou ciclos de cio. Kai não sentia nada diferente em si mesmo ainda, mas era jovem. 'Melhor não assumir. Por agora, foco em ser uma figura protetora – irmão mais velho, mentor. Ou... tentar salvar Minato e Kushina. Mudar o destino da Kyuubi. Mas isso é arriscado; o destino não gosta de variáveis, como Deus disse.'

[Elias: Ding! Bom dia, Mestre Kai. Detecto planejamento estratégico em andamento. Recomendo análise de riscos: Viajar para Konoha como órfão Uzumaki pode atrair atenção da ANBU ou de espiões de outras vilas. Sua aparência marcante – heterocromia e cabelo – não ajuda na discrição.]

Kai: Eu sei, Elias. Mas ficar aqui é estagnar. Preciso de recursos, treinamento formal, talvez até acessar os selos Uzumaki em Konoha. E Hiruzen Sarutobi, o Terceiro Hokage, é razoável. Ele pode me abrigar.

– Levantando-se, Kai arrumou a bolsa: algumas roupas sobressalentes, frutas secas, uma kunai roubada de um bandido anterior, e o fragmento de Enkidu escondido no fundo. O quimono preto curto, amarrado na cintura, dava-lhe um ar de jovem shinobi em fuga. –

Ele saiu da cabana e encontrou Miko na cozinha comunitária do vilarejo, preparando mingau de arroz com peixe defumado. A idosa, com rugas profundas como sulcos de ondas e cabelos grisalhos amarrados em um coque, ergueu os olhos ao vê-lo.

Miko: Kai, menino, você parece pronto para uma aventura. O que há de errado?

Kai parou, escolhendo as palavras com cuidado. Sua inteligência permitia simular cenários sociais em segundos – carisma de Gilgamesh ajudava.

Kai: Tia Miko, eu... preciso ir para Konoha. Lá há mais Uzumaki, talvez parentes. E a guerra está acabando; é mais seguro na vila principal.

Miko franziu a testa, mas assentiu devagar. Ela havia cuidado dele desde que seus "pais" – uma história de fundo fabricada por Deus – morreram em uma escaramuça.

Miko: Eu suspeitava que você não ficaria aqui para sempre. Você é especial, Kai. Tome isso. – Ela entregou um pergaminho selado – Uma carta para o Hokage. Diz que você é um órfão Uzumaki com potencial. E leve comida para a viagem.

Kai: Obrigado, tia. Vou voltar um dia.

– Abraçando-a brevemente, sentindo o calor maternal que ele nunca teve na vida anterior. –

O vilarejo inteiro se reuniu para a despedida – crianças como Hana acenando, pescadores desejando sorte. Kai partiu pela estrada de terra, o mar à esquerda, florestas densas à direita. A jornada para Konoha levaria dias a pé – cerca de uma semana, considerando seu corpo pequeno e a necessidade de evitar rotas principais para não atrair bandidos ou ninjas inimigos.

Enquanto caminhava, Kai treinava discretamente. Com os Seis Olhos, ele monitorava o ambiente: fluxos de chakra em animais, plantas, até no vento. Usando Transparent World, via músculos de pássaros voando, antecipando movimentos.

'Velocidade: 12 pontos. Preciso melhorar.' Ele ativou Speed de Ninjago – uma aceleração sutil, pés movendo-se mais rápido sem cansar. O elemento derivado do Dragão Fonte do Movimento respondia, impulsionando-o.

[Elias: Ding! Treino de Velocidade detectado. VEL +1 (agora 13). Exp +50. Nível 3 (50/3000).]

Ao meio-dia, parou em uma clareira para almoçar. Sentou-se sob uma árvore antiga, mordendo uma maçã seca. Pensamentos voltaram a Naruto. 'Salvar Minato e Kushina? Isso significa interferir no selamento da Kyuubi. Eu poderia usar meus elementos – Creation de Ninjago para reforçar selos, ou Energybending de Avatar para manipular o chi da raposa. Mas e se falhar? O destino pode contra-atacar com algo pior. Ou ser irmão mais velho: guiar Naruto desde o início, treiná-lo, protegê-lo do ódio da vila. Mas... essa paixonite da vida passada? Aqui, é real. Se for Ômega verso, complicações. Deus, por que não especificou? Talvez eu descubra com o tempo – cheiros, instintos. Por agora, foco em sobrevivência.'

Um ruído o alertou – passos leves na folhagem. Com Reflex de Ninjago (derivado do Dragão Fonte do Foco), ele esquivou instintivamente. Uma kunai cravou na árvore onde sua cabeça estava.

Bandido 1: Uma criança sozinha? Fácil. Entregue a bolsa, pirralho.

Três bandidos emergiram – ninjas renegados, bandanas riscadas, chakras fracos mas hostis.

Kai: Vocês escolheram o alvo errado.

– Ativando Infinito. O primeiro bandido atacou com taijutsu – punhos pararam no ar, espaço infinito os separando. –

Bandido 2: O quê? Genjutsu?

Kai usou Blue – atração conceitual. O segundo voou para ele, batendo na barreira invisível como um inseto em vidro. Red seguiu: repulsão explosiva, lançando-o contra uma rocha.

Bandido 3 tentou fugir, mas Kai ativou Shadow de Ninjago (Dragão Fonte do Equilíbrio). Sua sombra esticou, envolvendo o bandido como tentáculos negros.

Bandido 3: Monstro!

Kai: Só uma variável. – Ele usou Mind – ler mente, confirmando: bandidos comuns, não espiões – Durmam.

Com uma onda de CE reversa, ele os curou de feridas menores mas os deixou inconscientes. Não matava sem necessidade – sabedoria de 150 pontos guiava.

[Elias: Ding! Combate resolvido. Exp +300. CCEP +2. Desbloqueio parcial: Shadow Nível 1.]

Kai continuou a jornada, o sol se pondo. Acampou em uma caverna, usando Fire de Ninjago para uma fogueira segura. Meditou: acessando vidas passadas via Reencarnação. Vislumbres de Avatares – Aang voando, Korra dobrando metal. Aprendeu Seismic Sense: vibrações na terra para detectar aproximações.

No segundo dia, chuva torrencial. Usou Water para desviar gotas, criando um escudo. Encontrou um mercador viajante – um homem idoso com carroça.

Mercador: Ei, garoto! Sozinho na estrada? Perigoso com a guerra.

Kai: Estou indo para Konoha. Posso viajar com você?

Com carisma de Gilgamesh (agora ativo parcial), convenceu-o facilmente.

Mercador: Suba. Chamo-me Taro. O que uma criança Uzumaki faz sozinha?

Kai: Órfão. Buscando família em Konoha.

A viagem acelerou – dois dias na carroça. Conversas revelaram: guerra terminando, Konoha vitoriosa mas ferida. Rumores de heróis como Minato Namikaze.

'Minato... futuro pai de Naruto. Se eu salvar ele e Kushina, mudo tudo. Mas preciso de força.'

Treinou na carroça: Modo Criativo de Minecraft – invocou um item básico, uma maçã (sem cooldown). Comeu, restaurando energia.

[Elias: Ding! Uso de Modo Criativo. MP +1 (agora 23/23).]

No quarto dia, separaram-se perto da fronteira do País do Fogo. Kai continuou a pé, florestas densas. Enfrentou um lobo selvagem – usou Fear de Chaos (Presa do Trovão) para manipulá-lo, fazendo-o fugir aterrorizado.

Quinto dia: fadiga. Corpo de criança limitava, apesar de Vitalidade 35. Usou Healing de Waterbending (Avatar) para curar bolhas nos pés.

Sexto dia: vislumbrou os portões de Konoha – imensos, com o símbolo da folha. Guardas Izumo e Kotetsu (jovens ainda) o pararam.

Izumo: Criança? Identifique-se.

Kai mostrou o pergaminho de Miko: Kai Uzumaki, órfão de um vilarejo costeiro. Peço asilo.

Eles conferenciaram, chakra checado. Levaram-no para dentro.

Konoha era vibrante, apesar da guerra recente: ruas lotadas, ninjas patrulhando, cheiro de ramen e flores. Levado ao escritório do Hokage – torre alta, vista da vila.

Hiruzen Sarutobi, o Terceiro, fumava cachimbo, olhos sábios mas cansados.

Hiruzen: Kai Uzumaki. Seu pergaminho é autêntico. O que o traz aqui?

Kai: Senhor Hokage, sou órfão. Quero treinar, servir Konoha. Meu sangue Uzumaki pode ajudar.

Hiruzen examinou-o – heterocromia notada – Você tem potencial. Mas uma criança sozinha... Testaremos suas habilidades.

Kai demonstrou: folha grudando na mão com chakra. Hiruzen assentiu.

Hiruzen: Bem-vindo. Fique no orfanato. Academia em breve.

Kai: Obrigado. Vou provar meu valor.

– Saindo, Kai pensou: 'Primeiro passo. Agora, planejar para Naruto.'

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