Léo se lavantava e então diz tentando convence-los a mudar de ideia.
- existem monstros que vão destruir a vila dos elfos, eles são perigosos e provavelmente irão além da floresta, eu... Sou tão... tão ... Fraco, eu sou fraco... existem pessoas que vivem naquele lugar, pessoas que sentem medo, que são únicas, e até mais frágeis que eu, mesmo assim...eu não ... Eu não quero que eles morram.
- você fala como se fosse íntimo desses seres, Nós vivemos muito tempo neste deserto e sabemos que é impossível tanto carinho e amor, de um humano pra outra raça ser realmente ser verdadeiro , então diga-nos qual sua conexão com eles?
Léo fica em silêncio ainda chorando, ele baixa sua cabeça e seus olhos novamente ficam pretos e azuis, o demônio azul se aproxima para conforta-lo, Ele se assusta e cai para trás e grita surpreso.
- LEVIATÃ!!!
- O QUE ?!
o ciclope ao ouvir isso volta para onde estava e aponta seu porrete na direção de Léo, e o mesmo fica com o rosto pálido ao ver todo o desenrolar desta situação desconfortável, eles se acalmam e continuam a conversa, desta vez o ciclope fixa seu olhar penetrante no jovem, que se sente mal com o que aconteceu, ele não puxou assunto por alguns minutos e então falou serio ,olhando humildemente para eles e com uma rosto gentil.
- me desculpa, eu acho que eles devem ter mudado por causa do que aconteceu... Vou dizer a verdade a vocês...
- a verdade sobre o que?
Interroga o ciclope lhe interrompendo, o demônio azul prestava toda a atenção possível, e então Léo continua.
- eu vim de outro mundo, além disso eu morri hoje e ressuscitei, voltando no tempo.
Isso deixa ambos perplexos pois eram coisas absurdas sendo ditas porém, eles avaliavam as situações com calma, Léo continua, ele conta toda a sua jornada e o que lhe trouxe a sua morte, eles ficam assustados porém tocados em saber de algo profundo e importante em relação a tudo que lhes foi apresentado.
- bom , isso é ... Estranho... O que ouve conosco? Poderia nos dizer?
- na verdade depois do meu desmaio despertei e só vi o seu amigo, e ele estava faminto.
Diz Léo ainda receoso, e pensativo, ele se pergunta.
" Será que fiz o certo contar para eles ? O demônio azul, ficou surpreso por ver os meus olhos, mas eu acho que isso já havia acontecido antes, pouco importa, agora é só saber se eles poderiam me ajudar ou não... Desta vez, eu não vou perder para o desespero! "
O leviatã, uma besta da mitologia do antigo testamento bíblico, sendo definida sempre como um grandioso peixe feroz, dependendo da interpretação.
Neste mundo existem criaturas colossais que influênciam os territórios e os povos, esses seres são os devoradores , bestas implacáveis consideradas armas nacionais, existindo ao todo quatro deles.
Um exército marchava entre as árvores humidas da floresta vagando como bestas sedentas por sangue, um a um adentravam no território da grandiosa raposa, eles eram diversos, suas escamas eram ásperas e grossas, eles fixavam seus olhos para frente bufando em silêncio e caminhando de forma rápida dentro da neblina, de repente um barulho lhes assusta e um olho vermelho gigante surge em meio a mansidão branca todos tremem porém avançam de alguma forma motivados, a raposa vai devorando e devasta boa parte deles, eles então recuam, o ambiente fica silêncioso e o odor de sangue fresco permeia aquele lugar, a raposa andava procurando seus oponentes rangendo seus dentes e não os encherga nem sentia seus odores, porém debaixo de seu ninho de pelos e entre os cadáveres haviam alguns sobreviventes, de repente uma silhueta vermelha se forma em meio a névoa, os sobreviventes ficaram assustados e observavam ainda escondidos, aos poucos a figura vermelho vai se esvaindo como se estivesse se dissolvendo, a neblina então fica com um tom escarlate eo aroma do ar ardia as narinas dos soldados amfibios , de repente uma chuva começa a cair , uma chuva vermelha,vistosa e grudenta, uma chuva de sangue.
Algumas horas atrás um ritual no meio do deserto era feito.
Léo estava com seus braços estendidos para direita e para a esquerda, o ciclope dizia soltando poucas risadas de deboche.
- não se preocupa, rapaz... Se nada der certo você vai ficar com umas tatuagens maneiras... Foi mal cara.
- antes de começarmos, o que vai fazer se não conseguir salvar a vila? Oque fará se tudo isso for um erro?
Diz o demônio azul que lhe o observa os detalhes de sua face procurando algo podre, mesquinho ou imaturo, mas Léo responde com lamento e melancólia .
- não é um erro! Se eu não salvar todos eles, eu... Eu quero pelo menos dar um enterro digno a esses elfos, e se ... Se só restar uma alma viva, não importa se for homem, mulher, criança ou velho, eu vou a proteger com todas as minhas forças e com a minha vida.
Léo ao olhar determinado para o demônio azul ele se arrepiou ao ver um olhar tão brutal, mas muito humano.
A empatia de Léo pesa no coração dos dois monstros que começam o processo, Léo então se lembra da sua vida passada.
Ele estava sempre ouvindo os rumores sobre os rituais dos elfos porém como era estrangeiro ninguém nunca lhe explicou a religião élfica, porém um comerciante anão que vinha todas as madrugadas para vila oculta lhe encontra eles conversam.
- esse lugar não é incrível?
- sim, mas é algo minimo perto do milagre que você é!
O comerciante riu após falar e continua.
- realmente não acredito que um humano virou protegido dos elfos...
Eles ficam em silêncio, Léo sente isso e fica meio constrangido, não sabendo o que fazer ou falar.
Então o comerciante vai falando deixando o silêncio para trás.
- esse lugar é especial, se possível gostaria que esse povo fosse mais acessível, ainda mais por causa das fadas né...
- bom...eu não sei o que isso, ninguém me conta nada, mas parece ser os deuses deles.
- garoto, deixa eu te contar uma história...
" Há muito tempo atrás existia um povo perfeito, eles eram a exencia na existência, só que eles pecaram contra as entidades que lhes criaram, e assim se tornaram criaturas corrompidas que comiam e matavam, seres primitivos, ao longo das décadas uma nova forma de existência apareceu ela era imperfeita jeia de erros e defeitos, porém recorriam para suas entidades sempre que necessário se tornando o farol para uma nova era, as antigas criaturas odiaram isso, sua perfeição lhes causou dor e sofrimento porém o erro de seus sucessores lhes deu glória e luz, então eles criaram algo, e com o tempo essas criaturas presentearam as novas existências com caixas uma mais linda que a outra, e ao abrir deram a eles aparências físicas e características uma diferente da outra, isso causou revolta briga e intrigas, pois muitos eram muito belos outro eram cheios de pelos e nanicos e alguns eram normais de mais, uma guerra se iniciou durante seis séculos e só parou quando uma mulher, com um sonho ambicioso surgiu, a imperatriz, ela dominou a todos, dando conhecimento, força e intelecto a todos os povos contribuindo até mesmo para criar uma língua única em que todos até hoje falam, por fim um vidente anúnciou a imperatriz uma profecia...
- aquele que viu o demônio azul, viveu e morreu, andou e caiu, será um com o céu, será a imagem de Deus -
A rainha nomeou a raça corrompida de tatus brancos, e reorganizou espaços para esses indivíduos, ela estava convicta que suas deformações eram uma doença hereditária por isso evitando escândalos dos políticos da época lhes enviou pra abrigos aleatórios ,cem anos se passaram e uma falta de respeito do lado daqueles que se declaravam humanos , começou a menos prezar as outras raças então um acordo foi feito em que cada espécie deveria estar em um território e assim chegamos até os dias de hoje "
- e... Tudo isso foi real ?!
- acredito que não, mas realmente a rainha ou melhor a imperatriz existiu e foi uma figura quase divina para todos.
- ah... Mas o que isso tem haver com a religião dos elfos?
- as entidades amigo... todos nós adoramos as entidades...
E assim como eles são nossos deuses nos temos os nossos demônios, os devoradores.
- devoradores?
- algum dia o senhor vai entender.
O comerciante vai embora com sua caravana alada e então as duas empregadas elfas aparecem lhe menos prezando...
Ele sorri ao lembrar delas porém fica pensando:
" Quem era aquele comerciante? "
Ele abre os olhos e respira fundo sabendo que isso não é um ritual igual aos dos elfos pois seria algo parecido com um contrato de trabalho eterno.
Léo volta a se concentrar e sente uma dor extrema como se seus braços fossem arrancados de seu torço, ele mordia o próprio lábio não aguentando a dor, a pele se rasgou, ossos se quebraram, a carne foi picotada, mas as lembranças daquele dia lhe deram forças e ele nunca vai se esquecer do monstro que lhe matou.
